• Este campo é para efeitos de validação e deve ser mantido inalterado.

EDGE

EDGE

Uma inovação da IFC, o EDGE (sigla em inglês para “Excellence in Design for Greater Efficiencies” ou Excelência em projetos para maiores eficiências) é uma plataforma on-line, um padrão de edifícios verdes e um sistema de certificação para mais de 140 países. O aplicativo EDGE ajuda a determinar as opções que tenham melhor relação custo-benefício para projetos verdes dentro de um contexto climático local. O EDGE pode ser utilizado para edifícios de todas as idades, inclusive construções novas, edifícios já existentes e grandes retrofits.

Um projeto que alcance o padrão EDGE de 20% menos uso de energia, 20% menos uso de água e 20% menos energia incorporada aos materiais comparado com um edifício do caso básico pode ser certificado de forma independente. O valor da certificação EDGE é uma vantagem promocional, pois os clientes são beneficiados por tarifas de serviços públicos menores.

O EDGE faz parte de uma estratégia holística para orientar a construção em países que estão em rápido processo de urbanização para uma trajetória de baixo carbono. Trata-se de um exemplo do compromisso da IFC com a criação de mercados competitivos, sustentáveis, inclusivos e resilientes.

EDIFÍCIOS VERDES SÃO CRUCIAIS NA MITIGAÇÃO DA MUDANÇA CLIMÁTICA

Os edifícios atuais geram 19% da energia relacionada às emissões de gases do efeito estufa e consome 40% da eletricidade de modo geral. Até 2050, o ambiente construído deverá duplicar devido às tendências de alto crescimento da população e urbanização. A maior parte desse crescimento ocorrerá nos mercados emergentes, particularmente nos países de renda média. Para migrarmos para um caminho de desenvolvimento mais verde, é preciso introduzir e implementar práticas de construção eficientes em termos de recursos. A construção verde oferece uma oportunidade para obter reduções de emissões a baixo custo e garante economia de energia e água por décadas.

Atualmente, somente um pequeno número de edifícios é projetado e certificado como verde. Em geral não há regulamentações governamentais em vigor para exigir práticas de construção verde e os padrões voluntários são complexos e não são amplamente aplicados. Incorporadores e consumidores não estão cientes dos benefícios financeiros dos edifícios com eficiência de recursos e os financiamentos ainda não estão programados para dar suporte a incorporações verdes.

PERCEPÇÕES VERSUS REALIDADE NOS EDIFÍCIOS VERDES

A percepção de quanto custa projetar e construir um edifício verde é muito acima da realidade, particularmente diante da queda dos custos da tecnologia. O Caso de Negócios para Edifícios Verdes publicado pelo World Green Building Council demonstrou que embora o custo real varie entre 5% menos e 12% mais que a construção convencional, a percepção é que ele oscile entre 1% e 30% a mais.

Os incorporadores relutam em absorver os custos adicionais dos projetos verdes quando os benefícios da economia de energia são obtidos pelos proprietários, que se concentram na economia imediata em lugar da economia incerta em serviços públicos ou da valorização no longo prazo. Os banqueiros não fornecem financiamento adicional para cobrir os custos de capital extras por medo de aumentar o risco de inadimplência e relutam em criar sistemas para validar a economia caso haja uma demanda insuficiente de edifícios verdes. Para aumentar essa complexidade, existe a falta de uma definição clara do que seja um “edifício verde”.

Os bancos precisam de dados sobre os benefícios financeiros dos edifícios verdes, mas esta definição está faltando principalmente nos mercados emergentes. Existe uma análise nos Estados Unidos e Europa que indica que os incorporadores comandam preços de vendas de 4% a 9% maiores para residências verdes, as quais vendem quatro vezes mais rapidamente. Os proprietários de residências verdes economizam entre 15% e 20% nas contas de serviços públicos e revendem suas propriedades por um preço 4% a 10% acima do valor das residências construídas de forma convencional. Os bancos desfrutam de uma taxa de inadimplência até 33% menor no tocante aos proprietários de residências verdes.

UMA PRIORIDADE PARA A IFC E O GRUPO BANCO MUNDIAL

O Programa de Transformação do Mercado de Edifícios Verdes da IFC ajuda a criar um ciclo virtuoso de oferta e procura de projeto, construção e propriedade de edifícios com eficiência de recursos. O objetivo é estabelecer uma definição baseada em medições do que constitui um edifício verde, recompensar os incorporadores de propriedades por construírem verde, aumentar a “atração regulatória”, além de promover o investimento direto.

Apresentamos a seguir a estratégia da IFC de promover o crescimento dos edifícios verdes:

  1. Um ambiente propício de políticas governamentais de apoio que eleva o nível dos códigos de construção cada vez mais verdes. Os governos podem oferecer a combinação certa de incentivos ao setor privado e aumentar a conscientização da população a respeito dos benefícios de ser proprietário de uma construção verde. A IFC oferece perícia em reforma de políticas públicas. Saiba mais >
  2. Uma definição baseada em medições por meio do padrão EDGE de construção verde e do sistema de certificação escalonável que enfoca o alcance de um mínimo de economia de energia, água e energia incorporada nos materiais. O padrão é verificável e proporciona reduções comprovadas dos custos com serviços públicos.
  3. A identificação de opções de projetos de baixo custo e retorno elevado por meio de software de fácil utilização que incentiva os arquitetos e engenheiros a escolher as melhores práticas de projeto e soluções, associadas a um sistema de certificação rápido e de baixo custo para verificar se o padrão foi alcançado.
  4. Investimento direto no portfólio de edifícios verdes da própria IFC, mobilização por meio dos seus parceiros de operações bancárias e apoio ao desenvolvimento de produtos novos, tais como hipotecas verdes, títulos verdes e financiamento de construções verdes. O EDGE pode ser usado para agilizar os procedimentos de elegibilidade e as necessidades de emissão de relatórios das instituições financeiras enquanto elas caminham para portfólios de investimentos verdes. Saiba mais >
  5. Um conjunto de provas de que a construção verde é lucrativa para todas as partes do ecossistema. A melhor forma de alcançar isso é por meio de uma rede de defensores globais e de entidades certificadoras que apoiem a verificação, a recompensa e a coleta de dados para a elaboração dos relatórios de prova de conceito.

A IFC é membro da Aliança Global para Edifícios e Construção, que está ajudando facilitar a transição para edifícios com zero emissão de carbono com o apoio de mais de 25 países e 70 organizações.

COMPROMISSO COM OS FORMULADORES DE POLÍTICA SOBRE CÓDIGOS DE EDIFÍCIOS VERDES

A IFC tem uma experiência de longa data no trabalho com as autoridades reguladoras no tocante a códigos de edifícios verdes que tenham baixo custo de implementação para o setor privado, sejam facilmente executáveis e tenham impacto para o meio ambiente. Isso inclui a elevação dos padrões de eficiência das construções, a promoção de políticas para o aproveitamento da inovação do setor privado e o fornecimento de suporte quando os códigos forem definidos. A IFC tem ajudado a desenvolver regulamentações em Bangladesh, Colômbia, Costa Rica, Indonésia, Panamá, Peru, Filipinas e Vietnã.

A parceria com as contrapartes do governo nos níveis de cidade, regional e nacional levou ao desenvolvimento de um roteiro para a implementação do código:

Preparação

  • Antes do desenvolvimento do código, a IFC prepara um acordo de cooperação com o órgão do governo responsável por designar a abrangência do projeto juntamente com o orçamento e os recursos necessários.

Desenvolvimento

  • A IFC utiliza uma abordagem elaborada a partir do zero, composta de melhores práticas inteligentes e internacionalmente aceitas, ajustada ao contexto local (ou seja, análise que utiliza dados climáticos locais, dados sobre o parque imobiliário local e que realiza uma análise de sensibilidade rigorosa baseada em dados locais). São utilizadas pesquisas sobre edifícios recém-construídos para calibrar os modelos de computador que preveem o efeito das medidas de eficiência de energia e água sobre o consumo e o custo da energia para cada tipo de edifício. A viabilidade financeira de cada medida de eficiência proposta é avaliada com base nos custos obtidos do mercado local para determinar custos realistas da implementação.
  • São realizadas consultas às partes interessadas para criar o consenso e quando a avaliação e um projeto de código estão prontos para a implementação, a IFC os suporta com recomendações acerca da conscientização.

Aplicação

  • Após o lançamento do código, a IFC presta consultoria sobre a integração de permissões e os mecanismos de conformidade, inclusive incentivos e penalidades. É fornecido suporte à adoção por meio de guias do usuário, calculadoras técnicas e treinamento, com projetos-piloto que apresentam as melhores práticas.
  • Tendo em vista que os regulamentos de construção são novos nos mercados emergentes, é realizado um esforço intensivo em prol de treinamento e conscientização entre o órgão de avaliação do governo, os profissionais de projetos e os proprietários de edifícios. Isso é conseguido por meio de workshops, exercícios práticos e documentação de apoio, como guias do usuário, listas de verificação e ferramentas on-line. Projetos de demonstração selecionados ajudam no treinamento de avaliadores, designers e proprietários acerca dos diferentes aspectos do cumprimento do código.

Melhoria

  • A IFC adota uma visão de longo prazo ao auxiliar o órgão governamental com revisões de códigos para adaptar o órgão a alterações nas políticas e aumento das aspirações ao longo do tempo.

A IFC valoriza muito o envolvimento do setor público com os códigos e políticas. A conscientização do setor público por meio de uma iniciativa de código inevitavelmente dissemina o apoio para além das políticas do código. Quando aplicados, os códigos proporcionam ganhos na emissão de gases do efeito estufa em uma base de edifícios mais ampla do que a certificação voluntária sozinha consegue alcançar.

Em muitos mercados emergentes, contudo, a capacidade é insuficiente para o desenvolvimento, manutenção e aplicação de um código. No México e na Índia, por exemplo, os códigos obrigatórios de edifícios verdes não são aplicados há anos. Na Indonésia, Vietnã e Filipinas, a IFC constatou que há uma necessidade de investimento elevado em capacitação das equipes de aplicação do código por longos períodos. Em resposta a isso, a IFC diversificou sua abordagem, combinando o trabalho do código com a certificação voluntária, quando isso for viável.

UM COMPROMISSO DE LONGO PRAZO COM O FINANCIAMENTO DE EDIFÍCIOS VERDES

A IFC faz investimentos diretos em residências, hotéis, shopping centers, depósitos e hospitais verdes a preços razoáveis, e mobiliza financiamento verde de intermediários para apoiar o crescimento de todas as tipologias de construções verdes. A IFC oferece aos clientes existentes e novos apoio ao investimento e serviços de consultoria destinados a facilitar o desenvolvimento de edifícios verdes eficazes. A IFC concentra-se em:

  • Investimento e assistência técnica para clientes que desejem construir edifícios verdes ou fazer retrofit de prédios já existentes;
  • Avaliação do desenvolvimento de mecanismos de investimento em edifícios verdes, quer sejam específicos do país ou região ou específicos do cliente;
  • Promoção dos benefícios das tecnologias e materiais de construção mais verdes em toda a cadeia de suprimentos.

Com uma carteira de investimentos cumulativos em edifícios verdes atualmente próxima dos 3 bilhões de dólares, a IFC demonstra o potencial para o êxito financeiro do setor em mercados em rápido processo de urbanização. Isso estimula uma mudança positiva nos padrões de investimento em áreas com o maior potencial de impacto. Os investimentos próprios da IFC são uma forte prova de conceito que pode ajudar a catalisar o potencial de investimentos para edifícios verdes (no valor de US$ 16 trilhões) que existe entre hoje e 2030 (veja Oportunidades de Investimento no Clima em Mercados Emergentes).

INCENTIVO À INOVAÇÃO FINANCEIRA

As instituições financeiras desempenham um papel de liderança no apoio à transição para uma economia de baixo carbono investindo em projetos e tecnologias de edifícios verdes e produzindo retornos financeiros atraentes durante o processo. Por meio de produtos novos e inovadores, tais como hipotecas verdes, os concessores de empréstimos podem lucrar com um segmento de mercado emergente com potencial ilimitado e gerar retornos atraentes ajustados ao risco resultantes de um melhor perfil de risco de ativos e maior receita por mutuário.

A IFC oferece investimento e consultoria a instituições financeiras para ajudar a lançar uma série de produtos competitivos, cada um deles com benefícios tangíveis para a instituição emissora:

Financiamento de construções verdes

  • coeficiente de risco potencialmente menor para financiamento de imóveis verdes

Hipotecas verdes

  • aumento do empréstimo permitido de 80% para 95%.

Títulos verdes 

  • securitização dos empréstimos para edifícios verdes como garantia

Empréstimos para melhorias nas residências

  • reforma de residências verdes ou compra mais reforma

A IFC está ajudando as instituições financeiras a oferecer produtos de investimento em edifícios verdes na África do Sul, Colômbia, Índia, Quênia, Filipinas, South AfricaTurquia. Também fornece consultoria sobre desenvolvimento e estratégia de negócios, gestão de crédito e de risco, bem como treinamento para agentes de empréstimos e seus clientes. Isso inclui bancos públicos e privados, além de empresas de investimento imobiliário que oferecem fundos imobiliários e fundos de impacto para atender à demanda de investidores institucionais responsáveis pelos ativos verdes.